Marca Maxmeio

Abertura da Semana da Pátria 2017

O país do futuro

Desde pequenos fomos acostumados a escutar que o Brasil vai melhorar e que o futuro será diferente. Que o Brasil será o "país do futuro".

Mas a medida que vamos crescendo e que os anos vão passando, a esperança de vermos um país como um lugar melhor se dissipa, e acabamos entrando no senso comum do "isso nunca vai mudar".

E como mudar? Como mudar um país que apesar de miscigenado, é um dos mais racistas com os seus irmãos e irmãs? Como acabar com a violência, assédios e desrespeitos às mulheres se as leis banalizam é minimizam os dados estatísticos? Como lidar com essa constatação? Como acabar com o roubo de verbas que deveriam ser investidas em setores de educação e saúde?

Quando nos deparamos com essas realidades fica difícil não desconstruir a esperança de um futuro melhor, lamentavelmente. Essas mazelas sociais provocam a descrença e a desesperança em dias melhores. Ao contrário, mergulhamos na monotonia, na sensação de que não vai dar em nada, é que nada de novo vai acontecer. 

Vemos nos discursos essa "pátria, pátria amada" está fadada a viver no fracasso. E assim os anos passam, e nada muda. Será? E o que nós propomos a fazer hoje, agora???

Nós somos a Pátria! Nós somos o seu presente!

De que modo, então, o Brasil irá mudar, quando a nação que faz parte dele não muda também?

Se temos consciência do caos, se fazemos parte desse caos, o que fazer? Como fazer? Por que fazer? Para reescrever essa história, capítulos melhores dessa nação precisam ser escritos. 

Nós somos também escritores de sua história. Só cobrar não serve, não adianta. Só apontar as falas não muda. As coisas mudarão se mudarmos. Não mudar de endereço: Trocar de pais. Mas, Trocar de mentalidade, de comportamento. 

Ainda dá tempo desfrutar de uma Pátria decente da qual seja possível ter orgulho. Sem medo de sair às ruas, usar o telefone, ir a um restauraste sem medo de assaltos e arrastões. 

Merecemos isso. Nossos filhos herdarão a Pátria que eu construir hoje. Mas, o futuro não chega nunca. O futuro é o agora. Façamos então um presente melhor. E todas essas mazelas, que hoje são mais sentidas do que ontem, que fazem parte do que somos hoje, e não seja obstáculos, não seja nunca motivo de desânimo, mas sim de lição. Como estudantes sabemos do preço de uma lição não aprendida.

Perdemos muito tempo e energia apontando as falhas das pessoas que estão no poder. Quem as colocou no poder?

Gastamos tempo e energia apontando o que tem de errado no nosso país. Quem é o país?

Somos todos cientistas políticos. Sabemos o que é certo ou errado. Mesmo assim, muitas vezes, agimos em benefício próprio, nos valemos de vantagens e agimos como se fossemos donos da verdade. Furar a fila da cantina na escola, colar, deixar de cumprir com as obrigações, também não são atitudes reprováveis?!

Sem construir o homem não é possível construir o mundo. Sem presente não há futuro. Sem ações não haverá mudança. Nós somos a mudança que necessitamos e queremos.

Que a Semana da Pátria nos leve a muitas outras reflexões. 

E uma delas o Colegiado do Neves deixa aqui:

Do jeito que está não dá para continuar. Queremos e esperamos mais de cada um de nós.

Colegiado Discente